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Semana Lucrativa 14

 

A semana anterior teve muitos poucos resultados a reportar e por isso decidi juntá-los ao artigo desta semana.

 

Principais eventos da semana 14:

  • Uma semana mista para os principais índices que acompanhamos: do lado das quedas tivemos: Russell 2000 1.64% e o CSI 300 1.84%; do lado das subidas: o Nasdaq 2.25%; o S&P500 3.4%; Dow Jones 1.74%; o STOXX 600 1.77%; e o PSI-20 1.61%.
  • A inflação para os EUA no mês de março veio nos 1% quando era esperado 0.5%.
  • O índice de atividade não industrial (ISM) do mês de março para os EUA foi de 63.7 pontos, contra os 59 previstos.
  • O nível de desemprego em Portugal manteve-se nos 6.9% em fevereiro.
  • Resultados trimestrais:
    • Constellation Brands: vendas aumentaram 2% para os $9.35B. Já o lucro líquido disparou 96x para os $2B, pois a empresa tinha reportado enormes investimentos no ano anterior que atiraram a empresa para o prejuízo.
    • Levi Strauss: lucros por ação de $0.34 e as vendas caíram 13% para os $1.3B.
    • WD-40: as vendas subiram 12% no segundo trimestre para os 111 milhões de dólares; os lucros por ação vieram nos $1.24, acima dos $1.04 no ano anterior

 

 

Principais eventos da semana 15:

  • Na última semana quase todos os índices que acompanhamos subiram: Russell 2000 0.82%; Nasdaq 1.40%; S&P50048%; Dow Jones 1.26%; STOXX 600 1.20%; e o PSI-20 0.35%. O único que caiu foi o CSI 300: queda de 1.84%.
  • As vendas a retalho nos EUA para março aumentaram 9.8%, um valor bem superior ao esperado (6.1%)
  • O número de novos pedidos de desemprego nos EUA bateu recorde mínimo desde que a pandemia começou a afetar a economia: 576 mil novos pedidos.
  • Do lado das aquisições e fusões tivemos a Microsoft a anunciar a compra da Nuance Communications por $19.7B (maior compra desde o Linkedin em 2016 por $26B).
  • Resultados trimestrais:
    • Pepsi: receitas trimestrais subiram 6.8% YoY para os $14.82B. Os lucros trimestrais vieram nos $1.71B (ou $1.21 por ação), um crescimento de 27% YoY.
    • Bank of America: os resultados trimestrais para os principais bancos americanos arrancaram esta semana em alta! O Bank of America apresentou receitas de $22.8B (em linha com os valores do ano anterior), mas dobrou os lucros para os $8.1B (ou $0.86 por ação), depois de ter libertado uma parte substancial de reservas contra perdas nos empréstimos bancários. Os números foram impulsionados sobretudo pelas receitas com os segmentos de negociação de Renda Fixa, que subiu 22% para os $3.3B, e de Ações, que subiu 10% para os $1.8B. A empresa anunciou ainda a recompra de ações no valor de $25B, o que representa 7% da Capitalização Bolsista da empresa.
    • JPMorgan: receitas trimestrais de $33.1B e lucros por ação nos $4.50, ambos acima do esperado. As receitas com a negociação de Ações subiram 47% para os $3.3B e subiu 15% para os $5.8B com a Renda Fixa. Já a Banca de Investimento viu aumentar as receitas em 222% YoY, beneficiado sobretudo pelas SPACs e pela volatilidade dos mercados. O banco prometeu ainda a alocação de $2.5 triliões durante os próximos 10 anos para combater alterações climáticas. Só $1T será alocado a projetos verdes focados em energias renováveis e tecnologias limpas.
    • Citigroup: as receitas trimestrais caíram 7% YoY, mas o lucro disparou 314% para os $7.9B, beneficiado também pela libertação de reservas contra perdas nos empréstimos $3.8B. A nova CEO anunciou uma nova estratégia para libertar operações bancárias de muitos países asiáticos onde o banco não beneficia muito, concentrando-se naqueles com maiores níveis de riqueza.
    • Wells Fargo: de entre os grandes bancos americanos, o Wells Fargo foi o que apresentou piores resultados, pois as suas receitas continuam muito dependentes das Taxas de Juro. Receitas trimestrais subiram 2% para os $18B e os lucros aumentaram 7x para os $4.7B.
    • Goldman Sachs: a empresa apresentou um recorde nas receitas trimestrais de $17.70B (mais do dobro do mesmo período do ano anterior) e lucros de $6.84B (ou $18.60 por ação, o que representa um crescimento de 6x em relação a março de 2020!!!). Estes números foram impulsionados pela loucura que se tem vivido com as SPACs e a volatilidade nos mercados, a par das aquisições, fusões e novas IPOs que as empresas têm anunciado (e que precisam da Goldman Sachs para facilitar os processos).
    • Morgan Stanley: as receitas trimestrais subiram 61% YoY para os $15.7B, impulsionadas sobretudo pelas operações de investimento e boom nas SPACs. Os lucros vieram nos $4.1B (ou $2.19 por ação), uma subida de mais de 100% YoY. Só o segmento da Banca de Investimento subiu 128% para os $2.61B e o da Gestão de Riquezas subiu 47% para os $5.96B.
    • PNC Financial: receitas trimestrais caíram 2.6% para os $4.22B. Já os lucros por ação subiram 157% para os $4.10.
    • Bank of New York Mellon: receitas caíram 5% para os $3.9B; lucros por ação caíram 8% para os $0.97.
    • Blackrock: as receitas trimestrais vieram nos $4.4B e o lucro nos $1.2B (ou $7.77 por ação), o que representa um crescimento de 16% face ao mesmo período do ano anterior. Os ativos sob gestão atingiram a marca dos $9 triliões, um recorde absoluto para a empresa e que compara com os $6.47 triliões que a empresa tinha um ano antes.
    • Delta Airlines: receitas de $4.15B, mas com $1.2B de prejuízos para o trimestre. A empresa anunciou que as Reservas de Voos Domésticos estão a 85% dos valores de 2019 e espera alcançar o ponto de inflexão em junho. Deixou de queimar dinheiro em março, quando passou a gerar $4M por dia.