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Os mercados são emocionais, não racionais.

Os altos e baixos das Bolsas são caracterizados por períodos de euforia e de pessimismo. Numas alturas os investidores catapultam as ações para a estratosfera; noutras alturas atiram-nas para o fundo do poço.

Desde fevereiro de 2020 que o novo vírus está a causar impacto nas carteiras dos investidores e na economia global. Contudo, ainda é incerta a extensão dos impactos na economia e nos mercados acionistas. Em investimentos, não há certeza de nada! Podemos prever, mas não afirmar.

 

As poucas certezas que tenho é que a economia é feita de ciclos e os mercados sempre sobem no muito longo prazo (pelo menos os americanos). Após um período negativo vem um positivo; a seguir a um positivo vem um negativo; e repete-se assim. Já reparaste que a Primavera vem sempre a seguir ao Inverno?

 

Muita gente está a cometer um erro crasso em investimento: vender por medo. As primeiras semanas de março mostraram isso, com os investidores a sair dos ativos com maior volatilidade como as ações.

Março foi marcado por recordes em termos de crashes. O índice Dow Jones já não caía tanto num só dia desde a famosa segunda-feira negra de 1987, quando o índice caiu 22.6% a 19 de outubro.

 

 

O que fazer nestas alturas?

Em primeiro lugar relaxa, não olhes para a tua conta de investimento, e procura passar mais tempo com a tua família e amigos. Parece cliché, mas ajuda a preocupares-te com o que é realmente importante – a familia e os amigos.

Em segundo lugar, sempre que o pânico impera entre os demais investidores, poderá ser uma ótima altura para tu leres e releres livros de investimento que te ajudarão a manter-te no caminho correto. Por exemplo, este.

 

Lembra-te que os mercados norte-americanos sempre subiram no longo prazo, mesmo com uma volatilidade no curto prazo.

A economia global está hoje melhor do que nunca, e tu reconheces isso.

A Humanidade está hoje a viver os seus melhores dias. Nós temos mais produtos e serviços que beneficiam o nosso dia-a-dia do que alguma vez tivemos. Nós estamos melhor hoje do que há 100 anos, do que há 200, 500, 1000, ou 2000 anos atrás. Acho que toda a gente consegue reconhecer isso. Por isso, mantém o foco no que é importante: investir a longo prazo em excelentes empresas.

 

 

Como disse, nestas alturas eu gosto de pegar em livros de investimento. Principalmente aqueles que trabalham a psicologia do investidor.

Um deles é o “Inabalável”, do Tony Robbins.

Gostaria de te trazer alguns pontos que considero cruciais nestas alturas mais conturbadas.

Vais ver que, reconhecendo estes factos, estaremos aptos a agir melhor quando encararmos um Bear Market. Enquanto uns entrarão em pânico, tu vais abraçar as oportunidades.

 

Eis alguns factos:

1) Em média, podes contar com uma correção (quando os índices acionistas caem mais de 10% desde o seu último máximo) uma vez por ano. Elas fazem parte do processo e são saudáveis.

2) Menos de 20% dessas correções transformam-se em Bear Markets (quando os mercados caem mais de 20%). Ou seja, na maior parte das vezes uma pequena correção nem faz moça.

3) Os mercados acionistas americanos estiveram positivos 75% das vezes. Por isso, mente tranquila! A longo prazo as tuas ações vão valorizar, mesmo que no curto prazo possam cair.

4) Nos últimos 40 anos, a média das quedas foi de 14%.

5) Entre 1900 e 2015 houve 34 Bear Markets. Uma vez mais fica aqui provado que na maioria do tempo os mercados apresentam retornos positivos (ver ponto 3).

6) Apesar dos Bear Markets variarem em duração, em média duraram apenas um ano. Há alguns que duraram apenas 45 dias (ex, o de 1998, em que o S&P500 caiu aproximadamente 20%); outros duraram 694 dias (entre 1973 e 1974, quando os mercados caíram 45% durante esta altura).

Estas quedas podem doer. Não digo que não! Mas quando estás com uma mentalidade de longo prazo tu sabes que estas quedas fazem parte do jogo. Cabeça fria!

Tens de reconhecer que vais ter quedas no teu portefólio desta ordem de grandeza. Em 2008-2009 os mercados caíram mais de 50%! Quem aguentou nesta altura, dez anos depois tinha 4 vezes mais (valorizações na ordem dos 400%!). Quem vendeu em pânico, deve estar a olhar para trás e chorar.

7) Os super-investidores investem mais agressivamente nestas alturas. Eles sabem que depois do pessimismo vem o otimismo.

Já o Warren Buffett dizia em 2008: “sê ganancioso quando os outros têm medo e tem medo quando os outros são gananciosos”. Alturas de máximo pessimismo representam as melhores oportunidades.

Depois dos Bear Markets de 1949, 1957, 1962, 1974, 1982, 1987, 2001, 2002, e 2009, o índice S&P500 ganhou nos 12 meses seguintes 30%, 40%, 60%, 35%, etc. (vê no livro os ganhos respetivos para cada ano).

Ninguém consegue adivinhar os topos e as bases. Ou seja, ninguém consegue saber com exatidão quando devem entrar ou sair da Bolsa. O melhor é estar investido para o muito longo prazo.

O pior para o investidor é tentar adivinhar quando o pessimismo vai terminar e o otimismo regressa. Andar a saltar dentro e fora do mercado é a pior coisa a fazer.

Observa bem o que super-investidores como Warren Buffett, Howard Marks, Seth Klarman, Mohnish Pabrai, Charlie Munger, etc. estão a fazer nestas alturas. Eles estão a comprar mais agressivamente em alturas de máximo pessimismo.

 

 

E tu? O que estás a fazer nesta altura em que os mercados estão a cair por todo o mundo?

Estás a vender tudo em pânico? Estás a aproveitar os saldos?

Diz-me aí nos comentários.

 

Saudações lucrativas,

Frederico Santarém

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