Select Page

Hoje falaremos sobre um tema muito importante para as nossas Finanças Pessoais.

Nos Investimentos Lucrativos falamos sobretudo de investimento em ações.

Mas também é importante falar sobre Poupança. E é sobre este tema que vamos incidir neste artigo.

 

Fundo de Emergência.

Já ouviste falar?

Sabes qual a importância de teres um Fundo de Emergência?

Vamos ver o que é um Fundo de Emergência e porque é importante manter um.

 

 

1. O que é um Fundo de Emergência?

É um “pé-de-meia” onde tu tens dinheiro para pagar despesas que apareçam.

O Fundo de Emergência é importante para colmatar situações de emergência.

Situações como:

a) desemprego;

b) despesa de saúde;

c) despesas com obras em casa;

d) despesas com reparação de um automóvel após um acidente;

podem ser uma surpresa desagradável se não estivermos preparados.

 

É por isso que é importante ter uma “almofada financeira”. Um dinheiro a que podemos recorrer rapidamente para resolver essa emergência.

Não há nada pior do que:

a) ficar desempregado e não ter dinheiro para cobrir as nossas despesas por umas semanas/meses enquanto procuramos um novo emprego;

b) não poder ajudar um familiar porque uma despesa hospitalar é enorme e nós não temos dinheiro para pagá-la;

c) ter de viver em condições deploráveis porque não conseguimos reparar um cano partido lá em casa, ou não conseguimos pagar a um picheleiro para consertar alguma coisa;

d) termos de encostar o carro porque o mecânico pediu-nos 2000€ para pagar uma reparação necessária e nos não temos dinheiro suficiente para isso.

Por estas razões, é CRUCIAL que constituas um Fundo de Emergência, a que possas recorrer rapidamente.

 

Há quem diga que o teu Fundo deve ser equivalente a 3 meses de despesas.

Há quem aponte para 6 meses.

E há quem vá mais longe e diga que deverias ter 12 meses de despesas cobertas.

Eu digo que deves constituir um Fundo de Emergência com que te sintas confortável.

Há pessoas que conseguem ter pouco dinheiro no Fundo de Emergência porque sabem que se perderem o emprego rapidamente arranjam outro (têm muitas habilidades ou um contacto-chave que até já lhe ofereceu uma proposta de trabalho).

Há pessoas que conseguem ter 5 anos de despesas cobertas. Isto é fenomenal!

O importante é que constituas um Fundo de Emergência e o vás aumentando com o tempo.

De nada vale ambicionar ter um Fundo que cubra 3 meses de despesas e depois aparece um conserto automóvel no valor de 10.000€.

Mas se fores adicionando mais e mais dinheiro ao Fundo ao longo da vida, garantes que lá à frente terás dinheiro suficiente para cobrir várias despesas (se elas aparecerem).

 

 

2. Onde manter o Fundo de Emergência?

É importante que mantenhas este “pé-de-meia” em ativos que não apresentem variações, que não oscilem.

É importante manteres-te longe dos ativos de risco.

Aqui o importante não é rentabilizar o teu capital; aqui o importante é MANTERES o teu capital.

 

Assim, acredito que há dois “sítios” onde poderás manter o teu capital sem sofrer desvalorizações:

  1. Depósitos a Prazo
  2. Obrigações do Estado (Certificados de Aforro e Certificados de Tesouro).

 

Os depósitos a prazo não rendem nada. É verdade. Já toda a gente sabe!

Mas protegem o teu capital e isso é que é importante no Fundo de Emergência.

No entanto, tens de fazer contas. Quando te apresentarem um Depósito a Prazo, faz contas e verifica que depois de subtraídas as comissões, taxas e impostos não perdeste dinheiro.

É que atualmente eles rendem tão pouco que o mais provável é que uma pessoa perca dinheiro para a inflação.

Por isso é necessário procurar Depósitos que rendam mais de 1%/ano; ou então o teu Fundo de Emergência começa a perder dinheiro também…e não vais gostar!

 

As Obrigações do Estado subscrevem-se nos Correios de Portugal (CTT).

Aqui podes subscrever Certificados de Aforro e Certificados de Tesouro.

Há pequenas diferenças entre os dois, mas em ambos estás a emprestar dinheiro ao Estado, que te vai devolver acrescido de juros.

Podes subscrever os Certificados de Aforro a partir de 100€ (subscrição mínima; série E) e os Certificados de Tesouro a partir de 1000€ (subscrição mínima; não estão sempre disponíveis).

Normalmente, não podes levantar o dinheiro nos primeiros três meses. Por isso, verifica que durante três meses tens dinheiro na mão (ou debaixo do colchão), para se surgir algum percalço.

Se levantares o dinheiro antes do fim da subscrição (10 anos para os Certificados de Aforro), podes perder os juros acumulados. Mas manténs o capital inicial, e isso é que é importante!

Podes encontrar mais informação aqui.

 

 

Considera constituir um Fundo de Emergência antes de começares a investir.

Vai-te oferecer tranquilidade e não vais stressar quando precisares do dinheiro para pagar uma despesa (e o tiveres de ir tirar às ações, estejam elas a ganhar ou a perder).

 

Saudações lucrativas,

Frederico Santarém