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10 ATIVOS FINANCEIROS ONDE INVESTIR

 

Olá!

Hoje falaremos sobre 10 tipos diferentes de ativos para rentabilizar o nosso capital.

 

1. Depósitos bancários

Emprestamos dinheiro ao banco e o banco fica obrigado a devolver esse capital acrescido de juros numa data posterior. Normalmente não são mobilizáveis, o que quer dizer que só podemos voltar a ver o dinheiro na data em que termina o período do depósito a prazo. É uma forma de auxiliarmos os bancos nas suas normais atividades e uma forma de o banco nos retribuir por esse esforço.

Seria um investimento bastante interessante se a rentabilidade conseguisse ser superior à taxa de inflação. No passado a rentabilidade foi bastante elevada, tendo superado os 15%/ano há 3 décadas atrás.

Atualmente rendem pouco. Mesmo muito pouco! Alguns depósitos a prazo não cobrem sequer a inflação (Nota: a inflação foi de 1% em 2018, mas a média nos últimos 20 anos é de 2.2%). Alguns bancos oferecem 1%. Outros, mais pequenos, oferecem taxas em torno dos 2%, mas a maioria não chega a cobrir a inflação.

Apesar de que as rentabilidades dos depósitos a prazo estarem em mínimos históricos, os portugueses continuam a colocar a maior parte das suas poupanças neste produto. Em 2018 e 2019 os portugueses colocaram mais dinheiro em depósitos a prazo do que em qualquer outro produto financeiro. Isto num instrumento sem rentabilidade alguma!

Fonte: www.pordata.pt

 

2. Obrigações

2.1. Obrigações do Estado

Relacionam-se com a dívida pública e é um instrumento de renda fixa (quer dizer que recebemos todos os meses/anos o mesmo valor). Nós emprestamos dinheiro ao Estado para se financiar nas suas diversas atividades e ele devolve-nos o capital investido acrescido de juros ao longo do tempo.

 

Certificados de Aforro: foram criados para as famílias portuguesas com menos capital poderem, ainda assim, rentabilizar as suas poupanças. E digo isto porque os montantes mínimos de subscrição são realmente reduzidos, podendo começar nos 100€.

Certificados do Tesouro: semelhantes aos Certificados de Aforro, são títulos de dívida pública com rentabilidades ligeiramente superiores.

Ambos os certificados são oferecidos pelos CTT.

Atualmente, também estes produtos oferecem rentabilidades abaixo da média anual de inflação, não sendo uma boa escolha na hora de investir as nossas poupanças.

 

2.2 Obrigações de Empresas

Também é um instrumento de dívida. Nós emprestamos dinheiro a uma dada empresa para se financiar nas suas diversas atividades. A empresa é obrigada a devolver-nos o capital investido inicialmente acrescido de juros ao longo do tempo.

O risco de emprestar a empresas é diferente do de emprestar ao Estado. Uma empresa pode falir mais facilmente do que um Estado.

 

3. Imobiliário

Poderás ter algum colega, amigo ou familiar que tenha comprado uma casa ou apartamento numa das grandes cidades em Portugal entre 2010 e 2012 e que, no espaço de 7 a 9 anos obtiveram retornos elevadíssimos!

A verdade é que em 2009 atingimos o pico daquela que ficou conhecida globalmente como a crise imobiliária. Os preços estiveram tão deprimidos, tão reduzidos, tão baixos durante dois ou três anos que, quem investiu nesta altura, só pôde lucrar! Era “óbvio” que os valores das casas iriam recuperar, era só uma questão de saber quando. Poderia demorar uns cinco anos, ou poderia demorar uns dez. Ou talvez mais…. A verdade é que o imobiliário recuperou bem a nível mundial e Portugal não foi exceção. Quem investiu quando os preços estavam deprimidos e as casas eram vendidas ao desbarato, fez muito bem! Houve uns quantos portugueses a enriquecer numa década porque perceberam que, em matéria de investimentos, lucra quem compra barato e vende caro

 

4. Ouro

É um ativo no qual os investidores tendem a refugiar-se quando os mercados globais estão em queda, quando se antecipa uma recessão no horizonte, ou quando há grandes incertezas em torno da economia global. Tende a ser considerado um ativo de refúgio para períodos conturbados, portanto.

Ao colocarem parte do seu capital neste ativo durante períodos mais delicados, é natural que este aumente de valor temporariamente, enquanto durar esse pânico entre os investidores ou enquanto a incerteza que afeta a economia global é grande.

As pessoas podem negociar o valor do ouro em bolsa ou podem optar por guardá-lo fisicamente num banco (acarreta custos mais elevados, por causa da manutenção e guarda do património).

 

5. Criptomoedas

É um meio de troca semelhante a uma qualquer outra moeda, mas que utiliza tecnologias avançadas de blockchain e criptografia para assegurar a validade das transações.

O interesse cresceu imenso, principalmente desde 2017 quando a Bitcoin começou a ser falada diariamente nas notícias por o seu valor ter disparado no período de doze meses. Chegou a valorizar seis vezes num curto período de tempo, de $3.000 para $19.000, tendo levado mais e mais gente a comprar, para não “perderem o comboio”. Afinal de contas, ver o amigo a enriquecer rapidamente com aquele ativo e nós a perdermos a carruagem…ninguém gosta!

É um ativo puramente especulativo, pois não produz nada tangível cujo valor se possa medir. Ao colocar dinheiro nestes ativos, os investidores estão na esperança de vender as criptomoedas amanhã a alguém que vá dar um valor ainda mais elevado. Mesmo sabendo que uma criptomoeda não produz nada (ao contrário de, p.ex., uma empresa) algumas pessoas acreditam solenemente que amanhã aparecerá alguém à sua porta a oferecer um valor ainda maior. Veja-se o que aconteceu ao longo do ano de 2018, com desvalorizações a chegar aos 75%. Já imaginaste o que é perder 75% do teu dinheiro só porque o teu vizinho do lado disse para comprares Bitcoin a $20.000? Quando a euforia é grande, a queda que se lhe segue costuma ser ainda maior…

 

6. CFDs

Contratos por diferença. São produtos derivados que permitem especular sobre o aumento ou queda de preços de certos instrumentos de mercado (ações, índices, commodities, moedas e tesouros). O especulador pode ganhar ou perder dinheiro com a flutuação de valor dos ativos a que o CFD se encontra associado. É celebrado um contrato entre negociador e cliente, porém…

São altamente especulativos e perigosos! Mais de 70% das pessoas que neles investem tendem a perder dinheiro! São produtos de difícil compreensão e estão alavancados (quer isto dizer que os ganhos poderão ser dobrados ou triplicados, mas as perdas também podem ser dobradas ou triplicadas, o que dói muito mais!). Imagina a felicidade que é duplicar 100€ para 200€ num dia, mas imagina a angústia que é ver os teus 100€ transforarem-se em -200€ num só dia. Auch!

 

7. Forex

Também chamado de mercado de divisas, negoceia-se uma moeda contra a outra. Euro contra Libra, Euro contra Dólar, Libra contra Dólar, etc.

É um instrumento especulativo porque não dá para prever o que vai acontecer amanhã. Um dólar pode valer 0.9€, 0.95€, 1.10€…ninguém sabe! Pode haver uns sinais, mas não passam disso – uns meros sinais!

A curto prazo pode parecer que estás com ganhos substanciais, mas não é um ativo onde possas rentabilizar melhor o teu capital a longo prazo!

 

8. Obras de arte

Algumas obras de arte em grandes leilões mundiais atingem valores astronómicos. Chegam a ser vendidas por milhões de euros!

Há pouco tempo uma obra de Banksy foi leiloada num leilão da Sotheby’s e, mal um comprador conseguiu comprá-la por 1.1Milhoes de euros, a obra foi destruída! Há coisas que não se entendem! Davam metade do valor a mim e a outra metade a ti e ficávamos todos felizes.

 

9. Ações de empresas cotadas em Bolsa

Um dos melhores ativos para rentabilizar o teu capital!

São parte do capital social de uma empresa. Passas a ser sócio/a da empresa onde investes. Não interessa se deténs 10% da empresa, 1% ou apenas 0.00000001% – passas a ser sócio!

Porque são um excelente instrumento para rentabilizar o teu capital?

As empresas produzem ativos anualmente. Todos os meses, todos os anos, as empresas produzem produtos e serviços que melhoram o nosso bem-estar, que melhoram a nossa qualidade de vida. Todos os dias as empresas procuram desenvolver um produto ou serviço novo com impacto positivo na sociedade ou no ambiente. Reconheces certamente que tudo o que tens à tua volta hoje em dia os teus pais não tinham; tudo aquilo que os teus pais tinham os teus avós não tinham; e por aí vai. A verdade é que a sociedade conta com cada vez mais e melhores produtos e serviços que beneficiam o seu quotidiano. Todos nós saímos beneficiados quando uma empresa desenvolve um novo medicamento que combate aquela doença que afetou os nossos familiares, ou quando desenvolve uma máquina que nos permite ser mais eficazes nos nossos empregos, ou quando desenvolve um software que nos conecta com os nossos amigos que emigraram para outro país. São inúmeros os exemplos de produtos e serviços que acrescentam valor.

Ao investires em ações, estás a investir em negócios. Negócios que estão aí para durar e para os quais tu, enquanto acionista, investidor e sócio dessa empresa, podes contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas ao redor do mundo. Ao investires em negócios, estás a ajudar a salvar vidas ou a melhorar as condições sociais de alguém que nasceu em ambientes menos afortunados. Ao investires em negócios, podes estar a contribuir para causas ambientais, tão faladas recentemente e que necessitam de resolução urgente.

10. Investimento em ti mesmo

Este é o melhor investimento de todos!

O melhor investimento que alguma vez podes fazer na vida é investir no teu crescimento pessoal. Quer seja com a leitura de livros, com a frequência de formações e cursos, ou de qualquer outra forma, investires em ti mesmo é o que traz maior retorno a longo prazo!

Investir em ti mesmo traz-te mais valias para operar no mercado de trabalho ao mais alto nível. Tornas-te uma pessoa melhor, mais sábia, com mais capacidades para resolver desafios. Permite-te trabalhar naquele emprego de sonho e ganhar mais com isso.

Já reparaste que quem investe mais em si mesmo é quem chega mais longe? Bill Gates é um exemplo que muitos conhecem. Apesar de ter 63 anos de idade, cada vez lê mais! Devora livros diariamente e a sua mente expande cada vez mais! É um grande exemplo para todos nós. E tu podes ser igual ou melhor!

Investe em ti mesmo diariamente e aumenta o teu conhecimento. Este será o melhor investimento que alguma vez farás!

 

 

Estes foram dez investimentos de que falei hoje. No futuro falarei de mais exemplos e farei análises mais profundas a cada um deles.

Investe já em ti mesmo subscrevendo os Investimentos Lucrativos!

 

Saudações lucrativas!

Frederico Santarém