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Apresento-te um Guia Completo para compreender os Fundos de Investimento.

Neste artigo ofereço-te 7 passos para compreenderes o que são Fundos de Investimentos.

Espero que este Guia te seja extremamente útil.

 

Neste artigo abordamos os seguintes tópicos:

 

  • O que é um Fundo de Investimento
  • Tipos de Fundos
  • Riscos
  • Custos
  • Vantagens
  • Desvantagens
  • Como escolher um Fundo de Investimento

 

Vamos lá!

 

 

1. O que são Fundos de Investimento

Os fundos de investimento são instrumentos financeiros, que captam dinheiro dos investidores para que a equipa de gestão invista o dinheiro captado.

Os investidores passam a ser detentores de unidades de participação (UP) do fundo correspondentes ao valor investido. Podem deter 1000 UPs, 10.000 UPs, etc. O valor varia consoante o montante que o investidor coloca no Fundo. Essas UPs apresentam um valor diário diferente, consoante o desempenho dos ativos onde o Fundo está investido. Assim, o investidor pode acompanhar a evolução do seu investimento.

2. Tipos de Fundos

Existem Fundos para todos os gostos, tamanhos e feitios. Vê bem esta lista:

  • Fundos Monetários/ de Tesouraria: investem sobretudo em títulos de tesouraria, como a dívida pública (obrigações estatais), e oferecem muita liquidez (conseguimos transformar o nosso investimento em dinheiro [cash] em 3 dias).
  • Fundos de Obrigações: investem em obrigações de empresas; empresta-se dinheiro a empresas e elas pagam-nos um copão/um juro por esse empréstimo.
  • Fundos de Ações: investem em ações de empresas cotadas em Bolsa de vários setores de atividade; podem estar expostos a diferentes tipos de empresas, ter exposição a diferentes geografias e a diferentes mercados desenvolvidos ou em desenvolvimento, etc.
  • Fundos de Investimento Imobiliário: investem sobretudo em imóveis comerciais ou habitacionais, ou em ativos ligados ao imobiliário (como rendas/mortgages).
  • Fundos Mistos: agrupam um conjunto de vários investimentos, como por exemplo ações e obrigações.
  • Fundos de Fundos: investem nas Unidades de Participação de outros Fundos.
  • Fundos de índice: investem em ativos de gestão passiva, como o são os Exchange Traded-Funds (ETFs).
  • Fundos PPR: Planos de Poupança Reforma, com largas vantagens fiscais (falarei num outro artigo sobre o tema) e semelhantes aos fundos de fundos, podendo investir em muitos ativos diferentes.
  • Fundos de capital garantido: estes oferecem garantia total ou parcial de montante investido, mas também apresentam menores rentabilidades precisamente porque garantem o capital.

 

 

3. Custos

Existem vários custos que são necessários ter em conta antes de investir num Fundo. São eles:

  • Comissão de subscrição: este é o valor cobrado quando se subscreve o Fundo. É uma taxa a pagar por quereres participar naquele Fundo específico.
  • Comissão de depositário: é um valor cobrado pelo Banco onde a Gestora tem os ativos depositados. Tu subscreves UPs de um dado Fundo, e a Sociedade Gestora desse Fundo aloca o teu dinheiro (e o de centenas ou milhares de outras pessoas) a vários ativos financeiros. A guarda dos títulos é normalmente feita em Bancos, e isso paga-se.
  • Comissão de gestão: é o valor que a Sociedade cobra por os seus gestores escolherem os ativos onde investir. Estás a pagar o serviço dos gestores. Quer queiras quer não, eles estão a escolher os ativos onde investir por ti, e esse trabalho deve ser remunerado.
  • Comissão de resgate: quando retiras parte ou a totalidade das UPs subscritas no Fundo, pagas um valor de resgate. Este valor pode variar consoante o número de UPs que detenhas no Fundo e o tempo que permaneceste com o teu investimento no Fundo.
  • Comissão de transferência: considera-se tanto a transferência de um Fundo para o outro (por exemplo de um Fundo Moderado [70% obrigações + 30% ações] para um Fundo Agressivo [90% ações, 10% obrigações], como a transferência de títulos de uma Sociedade Gestora para outra.

 

 4. Riscos:

Também tens de considerar os vários riscos inerentes a um Fundo. Alguns deles são:

  • Risco de capital: são raros os fundos que oferecem garantia total de capital. Tem em atenção que quanto maior o potencial de rentabilidade do fundo, em princípio, maior a exposição a ativos de maior risco, e por isso, maior o risco de perda de capital.
  • Risco de mercado: os mercados variam diariamente para cima e para baixo. Ao colocares dinheiro num Fundo, sujeitas-te a essas variações. Não quer dizer que vás perder dinheiro por causa dessas variações, mas estás suscetível a essas variações, que num dado ano podem ser bastante grandes.
  • Risco de remuneração: quando subscreves um Fundo, os rendimentos são desconhecidos, pois estão dependentes da variação dos ativos. Há um risco de vires a obter remunerações inferiores ao capital inicialmente investido.
  • Risco de liquidez: existem fundos abertos e fechados, com diferenças quanto à sua liquidez. Os fundos fechados não permitem levantar o capital sempre que queremos, ao contrário dos fundos abertos. O capital pode estar indisponível durante um determinado período nos fundos fechados. As regras de resgate são importantes, principalmente num fundo fechado. Por isso, toma atenção a este ponto da liquidez, bem necessário compreende

 

5. Vantagens:

Investir em Fundos oferece um conjunto de vantagens vasto. Vamos lá ver quais são:

  • Dedicação Profissional: Os gestores profissionais dedicam muito tempo a analisar os mercados. A maioria das pessoas não tem esse tempo para se dedicar a analisar ações, obrigações, imóveis, ou outros ativos financeiros. Os gestores profissionais têm-no. É o seu trabalho!
  • Confiança: atribui-se uma credibilidade grande a gestores, aos Fundos, e à própria Sociedade Gestora.
  • Regulação: os Fundos são maioritariamente regulados pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em Portugal. Claro que há alguns a operar sem regulação…mas não quererás colocar o teu dinheiro numa coisa não regulada, pois não? É que quando dá para o torto…
  • Apresentam uma economia de escala: como a entidade gestora junta o dinheiro de vários clientes, consegue operações que o investidor individual não consegue. Por exemplo, pode ser difícil para um investidor pequeno comprar uma ação da Amazon (que em maio de 2020 estava a cotar a mais de $2400), quanto mais comprar 100 ações dessa empresa. Mas para um Fundo que reúne milhares ou milhões de euros de vários clientes, é mais fácil expor-se a uma empresa como a Amazon. Assim, o investidor individual beneficia dessa economia de escala.
  • Comissões reduzidas: Permite reduzir algumas comissões ao investidor individual, pois o Fundo compra em lotes grandes (ver ponto anterior) e muitas vezes consegue preços mais atrativos que o investidor individual.
  • Diversificação e Risco diminuído: como permite distribuir o dinheiro por diversos tipos de investimento, acaba por gerir melhor o risco para o investidor individual. O investidor individual consegue ter acesso a uma oferta muito mais diversificada com menos dinheiro, diluindo o risco.

 

 

6. Desvantagens:

  • Custos: por vezes são tao elevados que acabam por não compensar a rentabilidade total do fundo. Quando um fundo tem comissões, mais comissões, mais comissões, mais comissões, acaba por não compensar. Atenção a isso!
  • Capacidade do Gestor: existe sempre a questão de se o gestor consegue bater os índices a que se expõe de forma consistente. Muitas vezes subscrevemos um Fundo e pagamos uma comissão mais ou menos elevada para que os gestores escolham os melhores ativos a investir. Só que muitas vezes acontece o oposto: o gestor acaba por operar muito, estando sempre a comprar e vender ações para tentar bater um índice de referência, e acaba por ter um desempenho inferior a esse próprio índice.
  • Pagar por uma gestão ativa quando é passiva: há Fundos que, por vezes, estão a cobrar altas comissões para estarem investidos noutros fundos de gestão passiva (como é o caso dos fundos de fundos que podem cobrar altas comissões e estar investidos em obrigações estatais, sem grande risco ou volatilidade) ou ETFs. Por vezes, estamos a pagar uma comissão de gestão de 2% para o gestor estar a investir em ETFs que têm comissão de 0.2% e que o investidor poderia subscrever por ele próprio. Os investidores estão expostos a uma falsa gestão ativa.
  • Não gerir pessoalmente os investimentos: as decisões de compra/venda são dos gestores, não nossas. Podemos querer investir em A e o gestor escolher B. Podemos não querer investir em C e o gestor já lá colocou o nosso dinheiro. A gestão está a cargo de terceiros, e isso pode ir contra alguns princípios ou ideais nossos.
  • Nem todos os Fundos são muito transparentes: muitos deles apresentam informação opaca. A linguagem usada é muitas vezes incompreensível para o cidadão-comum. Outras vezes, escondem custos ao investidor – apresentam um painel geral dos custos do Fundo no folheto-informativo, mas escondem muitos custos que só aparecem nos prospetos com 50 páginas de informação incompreensível escrita em duas colunas por página e letra o mais pequena possível, a ver se as pessoas desconsideram imediatamente a sua leitura.

 

7. Como é que eu escolho um Fundo?

Depois de conhecidas as principais vantagens e desvantagens de investir num Fundo de Investimento, depois de conhecidos os principais custos e riscos associados, importa saber como escolher um bom Fundo.

Considera estes pontos para conseguires escolher um Fundo que se adeque aos teus objetivos:

  • Investiga a Sociedade Gestora: deve estar registada na CMVM e pertencer a um grupo sólido conhecido no mercado. Atenção aos esquemas pirâmide e às práticas ilegais – por vezes os Fundos estão envolvidos em Forex ou ativos financeiros tóxicos, mas dizem que estão investidos em ações.
  • Lê a Política de Investimento: esta diz-nos o que é que o Fundo tem lá dentro, se são ações de grandes empresas; se são ações consideradas Value ou Growth, se são obrigações estatais ou de empresas, se são outros ativos. Esta também nos diz muito sobre o gestor: se estão a investir em derivados como futuros e opções ou se estão verdadeiramente a expor-se apenas a ações, por exemplo. Quanto mais pessoas perguntarem, maior é a obrigação das empresas justificarem em que ativos estão investidas. E assim estas Sociedades preparam melhor os materiais para explicar às pessoas estas coisas.
  • Vê o histórico de rentabilidade do Fundo no último ano e nos últimos 3, 5, e 10 anos. Vê tanto a rentabilidade acumulada como a anualizada. E se o Fundo tiver um histórico maior (por exemplo, de 25 anos) tanto melhor – vê a rentabilidade anualizada desde a data de criação. Verificar a rentabilidade anual é importante porque o Fundo pode apresentar um grande ganho no último ano mas estar a cair nos últimos 5 anos. O mais provável é que tenha ganho algum dinheiro num ano de “dinheiro fácil” para a maioria das pessoas, isto é, num ano em que os índices de ações dispararam 30%, por exemplo. Mas quando vês o desempenho dos restantes anos, até choras. É por isso que uma década de dados oferece uma boa indicação do comportamento do Fundo.
  • Informa-te sobre as condições de resgate: há algum prazo de permanência mínima antes de poderes retirar o teu dinheiro? É importante saber mais sobre a liquidez do Fundo, que pode interferir negativamente nos nossos objetivos (quando, por exemplo, não conseguimos mobilizar o dinheiro no prazo de 5 anos, mas até o precisávamos já no mês seguinte para fazer face a uma despesa imprevista). Avalia com pormenor a informação referente às taxas cobradas sobre transações, manutenções, resgate, etc.
  • Compara os Fundos na Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP)), ou noutros agregadores de informação como a Morningstar, por exemplo.
  • Verifica se os teus Bancos de Investimento ou Corretoras oferecem esse Fundo que gostarias de subscrever. Alguns Fundos têm montantes mínimos de investimento e podem variar consoante o agente onde compras UPs do Fundo. Outros há que definem o número mínimo de Unidades de Participação (UPs) a comprar.

 

 

Está aqui apresentado um Guia Completo sobre Fundos de Investimento.

Espero que te tenha sido extremamente útil. Consulta-o sempre que precisares antes de subscreveres um Fundo, para garantires que não te esqueces de nada antes de colocar um euro que seja nesse Fundo.

Resta-me desejar-te excelentes investimentos!

 

Saudações lucrativas!

Frederico Santarém

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