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Citigroup: análise às ações do banco e aos resultados trimestrais de 2020

 

Os investidores estão preocupados com a indústria financeira.

Estão preocupados com perdas nos créditos concedidos pelo banco.

E até se entende…

Mas…

Vamos analisar os resultados trimestrais do Citigroup, e perceber se é boa altura para investir em ações do banco ou não.

 

O Citigroup é um banco, e como tal, tem certas particularidades a observar.

Há métricas únicas sobre a indústria bancária.

E precisamos de estar atentos a isso.

 

Disclaimer:

Esta análise não representa recomendações de compra, venda, ou manutenção de ações.

Se é isso que pretendes, procura um analista financeiro certificado que te possa ajudar nessas recomendações.

 

Vamos à nossa análise.

O Citigroup começa o relatório por dizer que houve um desempenho positivo nas várias operações bancárias, mesmo perante uma Pandemia que paralisou a economia global.

O Common Equity Tier 1 (CET1) Capital rondou os 12%.

O que é o CET1?

É uma métrica que relaciona o capital próprio da empresa com os ativos que ela tem.

É tudo aquilo que a empresa tem como capitais: desde dinheiro, às ações emitidas, aos lucros retidos.

Esta é uma métrica introduzida em 2014 pelos reguladores para controlar o sistema bancário.

No fundo, é uma medida de precaução para proteger a economia de mais uma crise financeira profunda.

Depois da Grande Recessão de 2008-2009, os regulares começaram a apertar o cerco aos bancos.

Tem sido exigido um CET1 superior a 4.5%, sempre!

Ora, o mínimo exigido é de 4.5% e o Citigroup apresenta-se com um CET1 de 12%.

Parece-me bastante razoável.

No que toca a esta métrica, o banco parece estar bem protegido contra crises financeiras profundas

 

O valor do Capital Próprio Tangível (Tangible Book Value) para o terceiro trimestre de 2020 estava nos $71.95.

Veremos mais à frente as implicações deste valor para a nossa avaliação da empresa.

Vou-te mostrar como o Citigroup poderá ter estado barato em outubro de 2020 e oferecido uma oportunidade de investimento.

Fica desse lado.

 

Quando começamos a ver os resultados financeiros, vemos que as receitas no 3º Trimestre caíram 12% em relação ao trimestre anterior (não vou apresentar os resultados em dólares para facilitar a análise).

E caíram 7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (2019).

No entanto, houve um ligeiro crescimento nas receitas referentes ao total do ano (Year-to-Date, YTD’20).

 

Vemos também que as despesas com operações subiram ligeiramente de um trimestre para o outro (5%) e em relação ao terceiro trimestre de 2019 (5%).

 

A Margem de Operação diminuiu bastante (32%), quer em relação ao trimestre anterior (22%), quer em relação ao ano anterior.

Mas no total do ano até aumentou (6%).

 

O lucro operacional subiu em relação ao trimestre anterior (quase triplicou), mas desceu em relação ao ano anterior (32%).

 

O lucro líquido quase triplicou em relação ao trimestre anterior.

Isto é importante porque mostra que a indústria bancaria pode estar a recuperar mais do que se pensava para a Crise do Corona-Crash.

Muitos analistas previram o pior dos piores para o setor bancário, porque ainda têm na memória os impactos tremendos da Grande Recessão de 2008.

O banco parece estar a mostrar-lhes que estão errados.

 

O Retorno sobre os Ativos (ROA) melhorou de um trimestre para o outro (0.57% contra 0.23%), mas piorou em relação a igual período do ano anterior (0.97%).

 

O Retorno sobre o Capital Próprio (ROE) melhorou substancialmente de um trimestre para o outro (7.9% contra 2.9%), embora tenha piorado em relação a igual período do ano passado (que foi de 12.2%).

 

Os lucros por ação (EPS) mais do que duplicaram neste trimestre ($1.40 contra $0.5 no 2ºQuarter (2Q’20)), apesar de serem inferiores aos EPS do ano anterior (que foi de $2.07).

 

Nota-se que há mais ações em circulação, mas seria necessário procurar se foram emitidas novas ações ou não.

No entanto, o Citigroup tem vindo a recomprar ações próprias.

Contudo, os reguladores proibiram muitos bancos de recomprar ações próprias e de pagar dividendos em 2020, precisamente para proteger todo o sistema financeiro contra um colapso.

É que pagar dividendos e recomprar ações próprias é muito bom para os acionistas, mas se a empresa não tiver entradas de dinheiro que cubram isso… PUUFFF!

 

Os ativos sob gestão parecem estar mais ou menos na mesma.

Não há grandes diferenças a considerar.

 

O banco ofereceu alguma informação sobre a alocação de capital para as perdas com créditos que é necessário considerar.

O banco aumentou substancialmente a alocação de capital contra perdas por imparidades em 2020, tal como muitos outras empresas financeiras (bancos e seguradoras) tiveram de o fazer.

De qualquer forma, nota-se uma boa gestão de capital, muito diferente daquela que ocorreu na década de 2000-2010, em que os bancos estavam com os baçanços debilitados.

O banco tem atualmente quase 3 biliões de dólares prontos a cobrir perdas por imparidades.

Parece-me bem razoável.

 

O Citigroup tem 3 Unidades de Negócio principais:

  • Global Consumer Banking (GCB)
  • Institutional Clients Group (ICG)
  • Corporate/ Other

E apresentou os resultados detalhados para cada uma das unidades.

Vamos ver quais foram.

 

 

 

1. Citigroup: Global Consumer Banking (GCB)

Nesta unidade de negócio nota-se que os resultados foram, na sua globalidade, maus.

As perdas foram generalizadas, tanto de um trimestre para o outro como de um ano para o outro.

Os custos operacionais aumentaram.

O lucro líquido, uma das métricas contabilísticas mais importantes, diminuiu largamente (29%), notando prejuízos grandes para a Unidade.

Estas perdas deveram-se sobretudo aos volumes de operações com cartões reduzidos (menos pessoas a consumir, a gastar dinheiro) e às baixas Taxas de Juro impostas pelo Banco Central Norte-Americano.

Este último ponto é muito importante, pois o Citigroup depende muito das Taxas de Juro.

Na verdade, todos os bancos dependem.

Mas no caso do Citigroup, a Interest Margin (Margem que está ligada às Taxas de Juro) é superior à Non-Interest Margin (a Margem que não está ligada às Taxas de Juro).

Na página 11 do relatório podes ver mais informação sobre as perdas de lucratividade associada às Taxas de Juro.

As receitas relacionadas com as Taxas de Juro dos depósitos eram de 2.72% no 1Q’19, mas ficaram-se pelos 2.03% no 3Q’20.

No entanto, houve algum crescimento nos depósitos, o que pode ser bom para o banco.

Não admira, as pessoas estão a correr aos depósitos, com medo do que o futuro lhes possa reservar.

 

Mesmo quando se escrutina mais os resultados nesta Unidade, vê-se que foram na sua generalidade negativos.

Tanto nas operações da América do Norte, como nas Operações Internacionais.

 

Quanto aos Non-Credit Losses (NCL), não houve grandes diferenças em relação aos últimos trimestres.

Já desde 2018 que estão mais ou menos na mesma (2.46% no 4Q’18 para 2.33% no 3Q’20).

 

 

 

2. Citigroup: Institutional Clients Group (ICG)

Esta é a Unidade que mais contribui para o total do negócio.

A maioria dos ativos sob gestão estão aqui.

E nesta Unidade de Negócio notam-se perdas menores.

Mas há resultados interessantes a observar.

Vejamos.

As receitas com a Banca de Investimento (Investment Banking) aumentaram 13% em relação ao mesmo trimestre de 2019 (apesar de teres diminuído em relação ao Q2’20).

Porquê?

Como houve grande volatilidade nos mercados ao longo de 2020, os bancos de investimento ganharam muito com isso.

Quando os investidores estão em pânico, vendem ações.

Quando estão eufóricos, compram ações independentemente do preço a pagar.

Resultado?

Os Bancos de Investimento lucram muito com a volatilidade.

Como há comissões a ser pagas de cada vez que compramos ou vendemos ações numa corretora, eles conseguem ganhar muito dinheiro com isso.

Agora já sabes, na próxima vez que vires grande volatilidade nos mercados, podes esperar ganhos substanciais nas receitas dos bancos que têm unidades de negociação e/ou corretoras.

Aliás, isso diz no próprio relatório financeiro.

Eles próprios admitem ter lucrado muito com a volatilidade nos mercados de obrigações, ações e produtos derivados.

Ótimo para o banco!

 

Quanto aos créditos que esta Unidade detém, podes vê-los na página 21 do relatório.

Tem créditos a várias empresas desde os transportes, ao imobiliário, à saúde, energia, setor privado, etc., tal como qualquer banco.

Nota-se, e isso sim é mais importante, uma alocação de créditos sobretudo a créditos com boa classificação: AAA, AA, A e BBB.

Um risco de crédito muito mais controlado do que em 2008, quando o sistema financeiro colapsou.

 

 

 

3. Citigroup: Corporate/ Other

Na terceira unidade do Banco, nota-se também perdas significativas.

No entanto, esta Unidade é muito pequena. Contribui muito pouco para o total do Banco.

Por isso, não teve grande impacto na generalidade das operações do Citigroup.

Não há muita coisa a acrescentar sobre esta Unidade.

 

 

Deixando as Unidades de negócio e voltando à análise da empresa no seu total, nota-se algumas coisas boas.

Por exemplo, o CET1 – Common Equity Tier 1 Capital manteve-se acima dos 11%.

Lembra-te, os reguladores exigem mais de 4.5%.

E o Citigroup mantém-se com valores bem altos (11.8%).

Acho que estes resultados são muito bons.

Mesmo quando se olha para os rácios de alavancagem (Leverage Ratio) nota-se que está tudo regularizado (6.8% neste trimestre, contra uma média de 6.4% nos últimos dois anos).

 

Agora, o melhor de tudo:

O Valor do Capital Próprio Tangível (Tangible Book Value – TBV), a métrica mais importante a observar nos bancos, está nos 71.95 dólares.

Este é um recorde absoluto para o banco, que tem vindo a aumentar o seu TBV de trimestre para trimestre a uma taxa de 2% ao ano.

O que é que o futuro reservará para o banco?

Podes ver esse gráfico de longo prazo espetacular na página 12 do relatório.

Já te vou mostrar porque este valor é importante e por que razão eu digo que as ações do Citigroup estão baratas.

Voltaremos a este tema mais abaixo.

 

Concluindo esta parte da análise ao relatório trimestral:

O banco tem gerido bem as suas operações num ambiente extremamente desafiante.

Enquanto que a Pandemia colapsou a economia, o Banco até está a reagir muito melhor do que na última crise, quando todo o sistema financeiro mundial colapsou.

Têm reservas superiores a 11 biliões de dólares, lucros líquidos superiores a $7 biliões, CET1 de 11.8%, rácio de alavancagem de 2.8%, e um Return-on-Tangible-Capital-Employed (RoTCE) médio de 7.9%…enfim, os resultados foram melhores do que se esperava para a indústria bancária.

 

O rácio de eficiência (Last Twelve Months (LTM) Efficiency Ratio) piorou ligeiramente.

O que é o Rácio de Eficiência?

Mede quão eficiente a empresa é a gerir as suas despesas.

Obtém-se dividindo as despesas pelas receitas.

Quanto menor for este rácio, melhor a empresa está a conseguir gerir as suas receitas. No fundo, mais eficiente é a gerir o dinheiro.

O Banco vinha a diminuir este valor desde 2016, mas piorou ligeiramente no 3Q’20.

Mas é de salientar que a melhoria constante desde o último trimestre de 2016, quando este valor estava nos 59.8%. Principalmente desde o início de 2020, quando teve uma melhoria absolutamente fantástica.

Estava em 54.1% no 2º trimestre de 2020, mas piorou ligeiramente no 3Q’20 para 55.7%.

Ainda assim, bons valores para o Banco e bato-lhes palmas.

Podes ver esta informação em gráfico na página 20 do relatório financeiro.

 

Uma última nota quanto aos créditos: nota-se uma exposição grande a mercados desenvolvidos e uma menor exposição a mercados não tão desenvolvidos, que normalmente aumentam o risco das carteiras.

 

Gostei muito de ver a Digitalização do Banco.

Nota-se um crescimento claro na adoção do digital pelo Citigroup.

A adoção de pagamentos online está a aumentar.

A experiência mobile também está a aumentar consideravelmente.

Gostei bastante!

Pois os bancos estão a precisar de se adaptar às novas tecnologias, ou ficarão para trás.

 

 

E agora…finalmente a parte que tanto querias

Porque acho que as ações do Citigroup estão baratas?

 

As ações começaram o ano de 2020 nos 70$.

Depois, com a pandemia e a paralisação da economia, as ações caíram a pique.

Desceram mais de 50% em apenas 3 semanas.

A meio de outubro, as ações ainda estavam nos 40 dólares, ainda longe do máximo atingido no início do ano.

Claro que o preço de forma individual não nos diz absolutamente nada.

Estar a $40 agora enquanto esteve a $70 no início do ano não significa nada.

Nós precisamos de olhar para as métricas de avaliação.

 

Vimos anteriormente que o banco até continuou a lucrar com as operações de intermediação nos mercados.

Aproveitou a volatilidade e o pânico e euforia dos investidores para ganhar mais dinheiro.

E isso pode trazer pistas para o futuro…

 

Agora, a maravilha está mesmo nas métricas de avaliação.

As ações do Citigroup estão a cotar abaixo da média histórica.

Por exemplo, o Preço-sobre-os-Lucros (Price-to-Earnings; P/E) está a 7.8x, quando a sua média histórica é de 13x nos últimos 4 anos.

Só daqui já vemos que há alguma ineficiência no mercado.

Os investidores estão pessimistas para um banco que está a lucrar…e atiraram os múltiplos de valorização para valores bem abaixo da média histórica recente.

Mas a história não fica por aqui

Mais importante do que olhar para o P/E, é olhar para o Preço-sobre-os-Ativos-Tangíveis (Price-to-Tangible-Book-Value; P/TBV).

Esta é mesmo a métrica de valorização mais importante para os bancos.

Nós queremos comprar bancos quando eles estão com um P/TBV abaixo de 1, e vender assim que atingem ou ultrapassam esse valor.

Porquê?

Porque estamos a comprar um banco inteiro e a pagar menos pelos seus ativos.

Deixa-me explicar de outra forma.

Tu compras a totalidade do banco e ainda trazes parte dos depósitos que lá estão (os tais Ativos) para casa.

Quando pagas menos pelos ativos do que a totalidade do que eles valem, é ouro sobre azul!

Quando pagas mais pelos ativos do que eles valem…aí já podes estar a arriscar-te.

Tem de ser um banco absolutamente excecional para justificar essa tua decisão.

 

Isto é importante porque os bancos tendem a acompanhar os movimentos da economia.

Dão informação antecipada sobre o próximo ciclo económico.

Estão tão ligados à economia real, que isso é percetível no comportamento das ações dos bancos.

Quando já se antevê uma recessão, as ações dos bancos começam a cair.

Os investidores anteveem perdas por imparidades, créditos que não conseguem ser pagos e entram em default, dificuldade dos bancos em financiar empresas, prejuízos a acumular-se…

Enfim, os investidores antecipam problemas nos bancos e tiram dinheiro das suas ações antes que a recessão atinja o seu pico.

Pelo contrário, quando as notícias começam a melhorar, prevê-se uma nova fase do ciclo económico.

Aí, os investidores voltam a dar capital aos bancos, voltam a comprar as suas ações.

E assim as ações começam a valorizar, por vezes mesmo antes de sairmos realmente da recessão.

 

Por estes motivos, os bancos devem ser comprados com P/TBV abaixo de 1 e vendidos quando ultrapassam esse valor.

No caso do Citigroup, considero que as ações estiveram ligeiramente subavaliadas em 2016 (P/TBV=0.9x) e em 2018 (P/TBV=0.8x).

E estiveram ligeiramente sobrevalorizadas em 2017 (P/TBV=1.1x) e em 2019 (P/TBV=1.2x).

Agora, estão em mínimos dos últimos anos, com um P/TBV de apenas 0.6x.

Eu considero que estão baratas.

Há risco em investir?

Claro que sim!

A crise pode revelar perdas por imparidade muito grandes e os prejuízos no banco podem acumular-se.

Mas considero que o risco já está contabilizado no preço das ações.

Por isso é que elas estão assim baratas…porque os investidores só veem um futuro sombrio para o banco.

Agora, é preciso ter estômago para aguentar a volatilidade de curto prazo.

Mas eu acredito sinceramente que hoje o Citigroup é um banco muito mais sólido do que era há uns anos.

 

Mais, as estimativas de crescimento dos analistas são positivas.

A partir de 2021, as estimativas são muito otimistas.

Para 2021, os analistas preveem um crescimento de 83%!!!

E de quase 40% para 2022.

Isso é ótimo!

É um crescimento extraordinário e já se vê a antecipação da recuperação Pós-Pandemia.

Isto faz com que o P/E de 2021 seja de apenas 7.5x e o P/E de 2022 seja de 5.4x.

Muito, mas mesmo muito barato para um Banco destes.

 

 

Claro que temos de colocar tudo isto em perspetiva.

Quando investimos, não basta colocar uns números no Excel e premir a tecla ENTER.

Investir não é uma ciência exata, mas antes um misto de arte e ciência.

Por isso, temos de colocar tudo em perspetiva.

Nós vimos aqui que o banco está a apresentar alguns prejuízos em algumas áreas do negócio.

No entanto, também lucrou muito mais noutras áreas e beneficiou da volatilidade que se vive nos mercados.

O Citigroup depende muito das Taxas de Juro, que se preveem manter-se baixas no curto prazo, ali perto dos 0% ou 0.5%.

Vimos também que as ações já refletem todo o pessimismo à volta do setor financeiro.

As ações caíram mais de 50% em março de 2020, e pouco valorizaram no resto do ano.

Mas os analistas já preveem um crescimento muito significativo para os próximos dois anos, reduzindo ainda mais o P/E expectável para o futuro próximo.

A juntar a tudo isto, temos uma valorização excecionalmente baixa, com o P/TBV nos 0.6x, um mínimo de 5 anos.

 

Em investimento, precisamos de colocar tudo em perspetiva.

E eu espero sinceramente ter-te ajudado nesse exercício com o Citigroup.

Achas que as ações estão a oferecer bom valor?

Achas que é altura de comprar as ações? Ou consideras que o risco ainda é elevado?

 

Saudações lucrativas,

Frederico

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