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Bull Market

 

O que é?

É um período no qual o preço de um ativo financeiro sobe continuamente.

O termo pode ser aplicado a qualquer ativo, incluindo ações, obrigações, mercado imobiliário, moedas e commodities (mercadorias).

Contudo, é geralmente usado quando se fala de ações de empresas cotadas em Bolsa.

 

 

Origem do termo

O termo “Bull” advém de touro, pois o touro ataca de baixo para cima. Este movimento ascendente do animal é também o que caracteriza os mercados financeiros quando um ativo sobe. O mercado acionista sobe tal e qual um touro sobe a sua cabeça para atacar.

 

Como se identifica um Bull Market?

Bull markets (mercados-touro) são caracterizados por um otimismo generalizado entre os investidores. Há uma confiança elevada entre os investidores e uma esperança de que os bons resultados continuarão por um bom período de tempo.

Apesar de não haver uma métrica especifica para identificar um Bull Market, a situação mais comum que ocorre e que nos leva a afirmar que estamos num Bull Market é quando o preço das ações sobe mais de 20% depois de ter caído no mínimo 20% (situação que representa um Bear Market, quando os preços dos ativos caem mais de 20% desde o último máximo).

Geralmente ocorrem quando a economia está bem ou se está a fortalecer. Costumam acompanhar um aumento generalizado no Produto Interno Bruto (PIB; Gross Domestic Product – GDP em inglês) e uma queda dos números do desemprego. As empresas começam a reportar bons resultados, o que tende a aumentar o valor das suas cotações.

Como a confiança dos investidores aumenta por as empresas estarem a reportar bons resultados e o panorama geral da economia ser favorável, a demanda por ações dessas empresas aumenta, os investidores começam a colocar mais dinheiro no mercado acionista, o que puxa o valor dos ativos ainda mais para cima.

O número de Ofertas Públicas Iniciais (IPOs; processo em que uma empresa nova dispersa parte do seu capital em Bolsa, isto é, em que se torna pública) tende a aumentar consideravelmente com o sentimento positivo generalizado.

 

 

 

Os 7 Maiores Bull Markets da História Moderna

1. Recuperação Pós Grande Depressão (junho 1932 – março 1937): S&P subiu 325% em 57 meses.

epois do período mais conturbado da História Financeira recente, onde durante quatro anos o mundo esteve mergulhado numa Depressão caracterizado por números recorde de empresas a falir e de níveis recorde de desemprego, a economia começou a recuperar.

A esta recuperação económica juntou-se a recuperação dos mercados acionistas.

Nota que depois de um período conturbado vem sempre um período de bonança!

 

2. Segunda Guerra Mundial (abril 1942 – maio 1946): S&P subiu 158% em 49 meses.

Com a entrada dos EUA na 2ª Guerra Mundial e com os milhares de soldados americanos na guerra, as mulheres destes soldados passaram a operar na indústria de manufatura para auxiliar o país.

Isto permitiu um avanço considerável nas diversas indústrias.

 

3. Pós-Guerra e Baby Boom (junho 1949 – agosto 1956): 266% em 86 meses.

Após a Guerra terminar, os EUA viveram uma época de prosperidade.

O consumismo aumentou consideravelmente e os americanos começaram a ter mais filhos (daí o termo Baby Boom).

 

 

 

4. Reaganomics (agosto 1982 – julho 1987): 229% em 60 meses.

O presidente Ronald Reagan corta as taxas de juro, o desemprego atinge recordes mínimos na ordem dos 6%, levando o índice a avançar cerca de 27%/ano durante este período.

 

5. Pré-bolha tecnológica (outubro 1990 – fevereiro 2000): S&P500 avança 417% em 113 meses.

O fim da Guerra Fria e os inícios da Era da Internet conduziram a uma época de grande prosperidade.

Com um crescimento económico robusto e uma inflação estabilizada, e com os investidores a verem um enorme potencial na internet, milhões e milhões foram investidos nas chamadas ações “dot.com”.

Embora a internet tivesse a dar os primeiros passos e o seu potencial fosse inegável, os investidores puxaram os mercados acionistas para níveis altamente inflacionados e insustentáveis.

 

 

 

6. Pós-bolha tecnológica (outubro 2002 – setembro de 2007): 102% em 60 meses.

As reduzidas taxas de juro levaram os consumidores a comprar casas novas, muitas vezes casas de valores tão elevados face ao que ganhavam (salário) que jamais conseguiriam pagá-las aos bancos que emprestavam dinheiro.

O mercado imobiliário valorizou muito, os preços das casas não pararam de subir e os consumidores gastavam avidamente.

Casas de Investimento começaram a fazer apostas arriscadas que levariam a um colapsar da economia mundial em 2007.

 

7. Pré-COVID19 (março 2009 – fevereiro 2020): o S&P500 ganhou cerca de 394% em 131 meses.

Foi considerado o mais longo Bull Market da História, estendendo-se por mais de uma década.

Este período foi caracterizado por um crescimento económico lento, mas estável. As taxas de juro mantiverem-se em mínimos históricos e os lucros das empresas em máximos.

Este Bull Market foi suportado essencialmente por um conjunto de empresas da área tecnológica como as famosas FAANG – Facebook, Apple, Amazon, Netflix, Google.

E em Portugal?

Portugal parece não ter acompanhado a subida do índice S&P 500 após a Grande Recessão.

Ao passo que o S&P500 mais que triplicou de valor entre março 2009 e março 2019, o PSI-20 (que reúne as empresas portuguesas com maior capitalização bolsista) perdeu 10% no mesmo período.

Muito se deve à famosa Troika e à crise do BES, aquele que há uns anos foi dos maiores bancos em Portugal.

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